Transferir pontos sem ter a passagem em vista
Bônus de transferência são tentadores, mas pontos parados em companhia aérea perdem flexibilidade e podem expirar.
Detalhes e como evitar
As campanhas de transferência bonificada aparecem com frequência e criam urgência: "só até amanhã", "bônus de X%". O iniciante transfere todo o saldo do banco para uma companhia aérea achando que fez um bom negócio. O problema é que a transferência é definitiva: os pontos deixam de ser flexíveis e ficam presos às regras, à validade e aos preços daquele programa.
Quando chega a hora de viajar, o voo desejado pode não ter assento de resgate, o programa pode ter mudado a tabela ou os pontos podem estar perto de expirar. Enquanto isso, o mesmo saldo no banco poderia ter ido para outro programa com uma emissão melhor.
A regra prática é simples: transfira quando houver uma passagem específica, com disponibilidade confirmada, e na quantidade necessária. O bônus continua valendo a pena nesse cenário; ele só deixa de valer quando vira um fim em si mesmo.
Como evitar
- Antes de transferir, encontre o voo e confirme a disponibilidade no site do programa emissor.
- Transfira apenas a quantidade necessária para aquela emissão (mais uma pequena margem).
- Compare o custo do milheiro com bônus ao valor obtido na emissão usando a calculadora.
- Confira a validade dos pontos no programa de destino antes de transferir.
- Desconfie da urgência: as campanhas se repetem ao longo do ano.